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Prescreva ao Brasil o Sucesso da Bahia

"Muitos talvez não saibam, mais a reforma administrativa pela qual tanto nos batemos em tempos recentes foi realizada, com grande sucesso, neste lugar em 1991.

Na oportunidade mais de 20 secretarias foram transformadas em 12. Foram extintas autarquias, fundações e empresas públicas que não tinham razão para existir. As contas públicas foram saneadas, a máquina administrativa foi reduzida e os investimentos estimulados. Os programas de desestatização foram impulsionados. Não se criou nenhum novo município prática corriqueira em lugares vizinhos

A austeridade administrativa foi responsável por conquistas históricas. Há alguns anos mantém-se uma sobra de caixa na ordem de 15% da receita líquida para investir. Salários em atraso não fazem parte do vocabulário da sua gente. Lá, o comprometimento do orçamento com a folha de pagamento se mantem sempre a baixo de 60%, não há marajás nem super-salários. O incentivo a chegada de novos investimentos foi outra marca imprimida no início da década, com a criação de um mecanismo engenhoso que devolvia, sob a forma de financiamento, parte do ICMS pago por empresas instaladas no Estado.

Como resultado de tudo isso, houve tempo, crédito e dinheiro para investir no bem-estar do cidadão, seja sob a forma de aprimoramento da qualidade dos serviços públicos, seja na prioridade a projetos sociais.

Nos primeiros anos da década, mais de 400 escolas públicas foram reformadas, recuperou-se a malha viária, novas estradas foram abertas, inúmeros municípios passaram a conhecer o que era esgotamento sanitário programas de abastecimento de água ganharam notável impulso e o centro histórico de sua capital experimentou um processo de restauração poucas vezes visto no país.

As matrículas no ensino fundamental cresceram 60% desde 1991. As do ensino médio, mais de 100%. A taxa de analfabetismo reduziu-se, entre os menores de 30 anos, para metade do que se verificava em 1980.

Um programa chamado Produzir, que atende a pequenas comunidades rurais, beneficiou mais de 400 mil famílias desde 1993.

Com relação ao atendimento ao cidadão, aquele local é hoje referência tendo criado um modelo de atendimento que é o sonho de qualquer contribuinte. Ao menos para nós, fluminenses, é difícil acreditar que se possa tirar uma carteira de identidade um CPF ou um passaporte em 15 minutos. Lá, isso acontece a muito tempo.

É claro que estou falando da Bahia e estamos aqui reunidos para aprender como tudo isso foi possível pela voz de quem tornou tudo isso possível. Eu me recordo de uma entrevista sua, Senador, na qual Vossa Excelência comentava que sua força política advém da sua capacidade administrativa, e não da política. Isso fica mais claro diante de dados como esses.

O certo é que a Bahia fez o seu dever de casa. O mesmo que o Brasil precisa fazer agora. Tudo o que nós precisamos é que o Senador – para quem não sabe, médico de formação – nos prescreva a receita deste sucesso.

A minha única preocupação se deve ao fato de o Senador ser um médico muito requisitado. É por isso que prefiro deixar agendada, desde já, uma consulta para 2002. Vossa Excelência tem algum horário vago, Senador?"

Extrato do discurso do presidente da FIRJAN, Dr. Eugênio Gouveia, em 22 de Maio de 1999, em homenagem ao Senador Antônio Carlos Magalhães.

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